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domingo, 19 de maio de 2013

3-PROPOSTA DE REDAÇÃ0


 – VOCÊ É A FAVOR OU NÃO DE NOVAS DISCIPLINAS?
Não adianta acrescentar disciplinas quando as fundamentais como Português e Matemática, por  exemplo são tão administradas. Se incluirmos matérias na grade curricular dos alunos, estaremos diminuindo o tempo de estudo das que são de extrema importância quando se diz respeito à tão sonhada aprovação no vestibular. Se investirmos em educação, estaremos incluindo uma nova metodologia ao dia a dia. Os investimentos beneficiariam os salários dos professores, trazendo didáticas modernas e novas tecnologias. É importante trabalhar bastante a interpretação, a produção textual e a oratória, pois é uma grande dificuldade dos jovens expressarem-se oralmente.( in: ZH-Caderno Vestibular de 28/03/2012)
Baseado no texto acima, numa redação entre 20 a 30 linhas, você vai responder a seguinte pergunta:
VOCÊ É A FAVOR  OU NÃO DA INTRODUÇÃO DE NOVAS DISCIPLINAS NA GRADE CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO?

2-PROPOSTA DE REDAÇÃO


 – VOCÊ TAMBÉM PREFERE A INTERNET PARA ESTUDAR?
Os recursos multimídia disponíveis em alguns sites facilitam a aprendizagem. A internet serve como a melhor ferramenta para o estudo, desde que seja bem orientada. Isto pode dar um estudo de qualidade, porque os livros são muito caros. Muitos alunos estão usando-a para assimilar os conteúdos expostos em aula. Na Web leem  artigos, livros, resenhas e resumos. Além disso procuram provas de concursos passados, exercícios de fixação e vídeo aulas. É uma forma mais dinâmica de estudar. (in: ZH-Caderno Vestibular de 04/04/2012)
Baseado no texto acima, numa redação entre 20 a 30 linhas, você vai responder a seguinte pergunta:   VOCÊ TAMBÉM PREFERE A INTERNET PARA ESTUDAR?

1-PROPOSTA DE REDAÇÃO



Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
LIBERDADE SEM FIO
A ONU acaba de declarar o acesso à rede um direito fundamental do ser humano – assim como saúde, moradia e educação. No mundo todo, pessoas começam a abrir seus sinais privados de WI-FI, organizações e governos se mobilizam para expandir a rede para espaços públicos e regiões onde ela ainda não chega, com acesso livre e gratuito.(ROSA, G.; SANTOS, P. Galileu. Nº 240, jul. 2011 (fragmento).
A INTERNET TEM OUVIDOS E MEMÓRIA
Uma pesquisa da consultoria Forrester Research revela que, nos Estados Unidos, a população já passou mais tempo conectada à internet do que em frente à televisão. Os hábitos estão mudando. No Brasil, as pessoas já gastam cerca de 20% de seu tempo on-line em redes sociais. A grande maioria dos internautas (72%, de acordo com o Ibope Mídia)pretende criar, acessar e manter um perfil em rede. Faz parte da própria socialização do indivíduo do século XXI estar numa rede social. Não estar equivale a não ter uma identidade ou um número de telefone no passado”, acredita Alessandro Barbosa Lima, CEO da e. Life, empresa de monitoração e análise de mídias.
As redes sociais são ótimas para disseminar ideias, tornar alguém popular e também arruinar reputações. Um dos maiores desafios dos usuários da internet é saber ponderar o que se publica nela. Especialistas recomendam que não se deve publicar o que não se fala em público, pois a internet é um ambiente social e, ao contrário do que se pensa, a rede não acoberta anonimato, uma vez que mesmo quem se esconde atrás de um pseudônimo pode ser rastreada e identificado. Aqueles que, por impulso, se  exaltam e cometem gafes podem pagar caro. Disponível em: http://www.terra.com.br. Acesso em: 30 jun. 2011 (adaptado). DAHMER, A. Disponível em: http://malvados.wordpress.com. Acesso em: 30 jun. 2011.
INSTRUÇÕES:
1)       O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2)       O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria em até 30 linhas.
3)       A redação que fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.

domingo, 5 de maio de 2013

Que se chama solidão - Lygia Fagundes Telles



Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho de goiabada ou ao piano; tocando suas valsas. E tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois, arrumar as malas.
— Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque a Inês é morta, quem é essa tal de Inês?
Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspinhando o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama. Essa pajem era uma órfã que minha mãe recolhera, tive sempre uma pajem que me dava banho, me penteava (papelotes nas festas) e me contava histórias até que chegasse o tempo da escola. Maricota era preta e magra, a carapinha repartida em trancinhas com uma fita amarrada na ponta de cada trancinha. Não sei da Inês mas sei do seu namorado, tive vontade de responder. Ele tem feição de cavalo e é trapezista no circo do leão desdentado. Estava sabendo também que quando ela ia encontrar o trapezista, soltava as trancinhas e escovava o cabelo até vê-lo abrir-se em leque como um sol negro. Fiquei quieta. Tinha procissão no sábado e era bom lembrar que eu ia de anjo com asas de penas brancas (meu primeiro impulso de soberba) enquanto que as asas dos outros anjos eram de papel crepom.
— Corta mais cana, pedi e ela levantou-se enfurecida: Pensa que sou sua escrava, pensa? A escravidão já acabou!, ficou resmungando enquanto começou a procurar em redor, estava sempre procurando alguma coisa e eu saía atrás procurando também, a diferença é que ela sabia o que estava procurando, uma manga madura? Jabuticaba? Eu já tinha perguntado ao meu pai o que era isso, escravidão. Mas ele soprou a fumaça para o céu (dessa vez fumava um cigarro de palha) e começou a recitar uma poesia que falava num navio cheio de negros presos em correntes e que ficavam chamando por Deus. Deus, eu repeti quando ele parou de recitar. Fiz que sim com a cabeça e fui saindo, Agora já sei.
— Sábado tem procissão, eu lembrei. Vai me fazer papelote?
— Vamos ver, ela disse enquanto juntava os bagaços da cana no avental. Foi até a lata de lixo. E de repente riu sacudindo o avental: Depressa, até a casa da Juana Louca, quem chegar por último vira um sapo! Eram as pazes. Levantei-me e saí correndo atrás dela, sabia que ia perder mas ainda assim apostava.
Quando não aparecia nada melhor a gente ia até o campo para colher flores que Maricota enfeixava num ramo e, com cara de santa, oferecia à Madrinha, chamava minha mãe de Madrinha. Às vezes, ela desenhava com carvão no muro as partes dos meninos e mostrava, É isto que fica no meio das pernas, está vendo? É isto! Mas logo passava um trapo no muro e fazia a ameaça, Se você contar você me paga!
Depois do jantar era a hora das histórias fantásticas. Na escada que dava para a horta, instalavam-se as crianças com a cachorrada, eram tantos os cachorros que a gente não sabia que nome dar ao filhote da última ninhada da Keite, acabou sendo chamado de Hominho, era um macho. Foi nessa época que apareceu a Filó, uma gata meio doida que acabou amamentando os cachorrinhos porque a Keite estava com crise e rejeitou todos. Cachorro também tem crise, avisou tia Laura olhando pensativa para a Keite que dava mordidas no filhote que vinha procurar suas tetas.
As histórias apavorantes das noites na escada. Eu fechava os olhos-ouvidos nos piores pedaços e o pior de todos era mesmo aquele, quando os ossos da alma penada iam caindo diante do viajante que se abrigou no casarão abandonado. Noite de tempestade, vinha o vento uivante e apagava a vela e a alma penada ameaçando cair, Eu caio! Eu caio! — gemia a Maricota com a voz fanhosa das caveiras. Pode cair! ordenava o valente viajante olhando para o teto. Então caía um pé ou uma perna descarnada, ossos cadentes pulando e se buscando no chão até formar o esqueleto. Em redor, a cachorrada latindo, Quer parar com isso? gritava a Maricota sacudindo e jogando longe o cachorro mais exaltado. Nessas horas sempre aparecia um dos grandes na janela (tia Laura, tio Garibaldi?) para impor o respeito.
Quando Maricota fugiu com o trapezista eu chorei tanto que minha mãe ficou preocupada: Menina mais ingrata aquela! Acho cachorro muito melhor do que gente, ela disse ao meu pai enquanto ia arrancando os carrapichos do pêlo do Volpi que já chegava gemendo, ele sofria com antecedência a dor da retirada de carrapichos e bernes.
A pajem seguinte também era órfã mas branca. Falava pouco e também não sabia ler mas ouvi minha mãe prometer (como prometeu à outra), Eu vou te ensinar. Chamava-se Leocádia. Quando minha mãe tocava piano ela parava de fazer o que estava fazendo e vinha escutar: Madrinha, por favor, toca "O sonho de Lili"!
Leocádia não sabia contar histórias mas sabia cantar, aprendi com ela a cantiga de roda que cantarolava enquanto lavava roupa:
Nesta rua nesta rua tem um bosque
Que se chama que se chama Solidão.
Dentro dele dentro dele mora um Anjo
Que roubou que roubou meu coração.
— Menina afinada, tem voz de soprano, disse tia Laura batendo com o leque na mesa, estava sempre se abanando com o leque. Soprano, soprano! fiquei repetindo e correndo em redor de Leocádia que ria aquele riso de dentes fortes e perguntava o que era soprano e eu também não sabia mas gostava das palavras desconhecidas, Soprano, soprano!
— Vem brincar, Leocádia! eu chamava e ela ria e dava um adeusinho, Depois eu vou! Fiquei sondando, e o namorado? Da Maricota eu descobri tudo mas dessa não descobri nada.
Morávamos agora em Apiaí, depois da mudança tão comprida, com o piano no gemente carro-de-boi. Isso sem falar nos vasos de plantas e na cachorrada que veio no caminhão com a Leocádia e mais a Custódia, uma cozinheira meio velha que mascava fumo e sabia fazer o peru de Natal. Meu pai, a tia e minha mãe comigo no colo, todos amontados no tal fordeco meio escangalhado que meu pai ganhou numa rifa. Com o carcereiro guiando, era o único que sabia guiar.
Apiaí e a escola das freirinhas. Quando nessa tarde voltei da escola, encontrei todo mundo de olho arregalado e falando baixo. No quintal, os cachorros se engalfinhando. Por que a Leocádia não foi me buscar? E cadê minha mãe? Tia Laura baixou a cabeça, cruzou o xale no peito, fechou o leque e foi saindo meio de lado, andava desse jeito quando aconteciam coisas. Fechou-se no quarto. Custódia soprou o braseiro do fogão e avisou que ia estourar pipoca. A Leocádia fugiu?, perguntei. Ela começou a debulhar o milho, Isso não é conversa de criança.
Então entrou minha mãe. Fez um sinal para a Custódia, sinal que eu conhecia (depois a gente se fala), acariciou minha cabeça e foi para o quarto de tia Laura. Disfarcei com o prato de pipoca na mão, banzei um pouco e fui escutar detrás da porta da tia. Contei que meu marido estava viajando (era a voz da minha mãe) e que a gente não sabe lidar com isso. Uma tragédia, Laura, uma tragédia! Então o médico disse (minha mãe parou para se assoar) que ela pode ficar na enfermaria até o fim, vai morrer, Laura! Enfiou a agulha de tricô lá no fundo, meu Deus!... - A voz sumiu e logo voltou mais forte: Grávida de quatro meses e eu sem desconfiar de nada, era gordinha e agora engordou mais, foi o que pensei. Hoje ela me reconheceu e fez aquela carinha alegre, Ô! Madrinha. Era tão inteligente, queria tanto aprender a ler, queria até aprender música. Tia Laura demorou para falar: Agora é tarde!, gemeu. Mas não tocou na Inês.
Em dezembro tinha quermesse. Minha mãe e tia Laura foram na frente porque eram as barraqueiras, eu iria mais tarde com a Custódia que ficou preparando o peru. Quando passei pelo jasmineiro no quintal (anoitecia) vi o vulto esbranquiçado por entre os galhos. Parei. A cara úmida de Leocádia abriu-se num sorriso.
— A quermesse, Leocádia! Vamos?, eu convidei e ela recuou um pouco.
— Não posso ir, eu estou morta.
Keite apareceu de repente e começou com aquele latido desesperado. Antes que viessem os outros, tomei-a no colo, Fica quieta, quieta! ordenei baixinho na sua orelha. E o latido virou um gemido de sofrimento. Quieta! Aquela é a Leocádia, você não se lembra da Leocádia? Comecei a tremer. É a Leocádia! repeti e apertei a Keite contra o peito e ela também tremia. Soltei-a: Pode ir mas não chame os outros, escutou isso?
Keite saiu correndo e desapareceu no fundo do quintal. Quando olhei na direção do jasmineiro não vi mais nada, só a folhagem com as florinhas brancas no feitio de estrelas.
Entrei na cozinha. Que cara é essa? estranhou a Custódia. Encolhi os ombros e ajudei a embrulhar o peru no papel-manteiga. Vamos depressa que a gente está atrasada, ela resmungou me pegando pelo braço. Parou um pouco para me examinar melhor.
— Mas o que aconteceu, você está chorando? Enxuguei a cara na barra da saia.
— Me deu uma pontada no dente.
— Foi naquele que o dentista chumbou? Quer a Cera do Doutor Lustosa?
— Deu só uma pontada, já parou de doer.
— Pegue o meu lenço, ela disse abrindo a sacola. Ofereceu-me o lenço de algodão branco, bem dobrado. Na calçada deserta ela ainda parou um pouco para prender a fivela no cabelo. O peru era meio velho mas acho que ficou bom.
Enxuguei os olhos com raiva e cruzei os braços contra o peito, outra vez o tremor? Fomos andando lado a lado e em silêncio.
Texto extraído do livro "Invenção e Memória", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 2000, pág. 09.

domingo, 3 de março de 2013

PROPOSTA DE ATIVIDADE 4 PARA AULAS DE REFORÇO ENSINO FUNDAMENTAL II


1)    LEIA o texto.
 UMA MENINA CHAMADA CHAPEUZINHO AZUL
Aposto que você adivinhou que essa menina conhecida pelo apelido de Chapeuzinho Azul era irmã daquela outra menina conhecida pelo apelido de Chapeuzinho Vermelho.
As duas meninas ganharam seus chapeuzinhos no mesmo dia. Foi no Dia da Criança de mil, seiscentos e me esqueci. Elas gostaram tanto de ganhar seus chapeuzinhos que até se esqueceram de ficar bravas porque não tinham ganhado as bonecas que tanto queriam.
Esses chapeuzinhos na verdade eram duas capinhas com capuz, mas todo mundo conhece a história da menina que ganhou a roupinha vermelha como “Chapeuzinho Vermelho”, então vamos fingir que as capinhas com capuz eram chapeuzinhos, está bem?
Naquele dia em que a menina do chapeuzinho vermelho saiu de casa para levar doces para a vovozinha que estava doente e se encontrou com o lobo etc. e tal, a irmã dela ficou em casa. Ela passou o dia todo no quarto porque estava com gripe.
Ninguém nunca ouviu falar na Chapeuzinho Azul porque ela nunca teve um dia tão agitado como o da irmã dela. Ninguém nunca ouviu falar também do pai das duas meninas porque quando a Chapeuzinho Vermelho foi pela estrada afora bem sozinha, o pai dela estava na cidade, que ficava não muito ali por perto. Ele saía de casa todo dia bem cedinho e só voltava de noite. Porque trabalhava, junto com muitos outros homens, na construção de uma ponte que estava sendo feita sobre um grande rio.
Ninguém nunca ficou sabendo também que a Chapeuzinho Vermelho tinha uma outra avó. Isso é fácil de imaginar, porque afinal as crianças geralmente têm duas avós, a mãe da mãe e a mãe do pai. Essa outra avó era mãe do pai. Aquela que quase virou comida de lobo era a mãe da mãe.
Essa outra avó das Chapeuzinhos se chamava Iolanda, mas todo mundo a chamava de Vó Gorda, você pode imaginar por quê, né?!! Mas, ela não se importava com esse apelido, e até achava graça. Então, a Vó Gorda saiu lá da casinha dela com uma cestinha de doces para levar para a Chapeuzinho Azul que, como eu já contei, estava gripada, coitadinha.
No caminho para a casa da netinha, a avó se encontrou com um lobo. Um lobo tão Lobo Mau quanto aquele que enganou a Chapeuzinho Vermelho. E esse outro Lobo Mau tentou enganar a Vó Gorda, dizendo para ela ir pelo caminho da floresta. Mas como ela não era boba, foi pelo caminho mais curto e chegou antes do Lobo Mau. E quando ele chegou pronto para comer a Chapeuzinho Azul e a avó dela, deu de cara com o pai das meninas, que já tinha voltado do trabalho. Ele estava esperando pelo lobo na frente da casa com sua espingarda em punho. Lá dentro a Chapeuzinho Azul, a mãe dela e a Vó Gorda espiavam pela janela e riam.
O lobo, que era tão Lobo Mau quanto o outro, mas também tão esperto quanto a Vó Gorda, quando viu a espingarda, deu um tchauzinho de longe e deu no pé. Na noite desse mesmo dia, a Chapeuzinho Vermelho chegou acompanhada pelo caçador e contou sua aventura. Foi por isso que os pais das meninas nunca mais deixaram as duas andarem sozinhas pela floresta. Depois do jantar, as duas irmãs pediram para comer os doces que a Vó Gorda tinha trazido em sua cestinha. Mas ela deu uma gargalhada e confessou que tinha ficado com fome no caminho e foi beliscando, beliscando, beliscando e, quando chegou, a cesta já estava vazia.
(De Flávio de Souza, livro: Que história é essa? 2. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000)

____________________________________________________  Fim      
Responda as questões a seguir, de acordo com o texto que você acabou de ler.
QUESTÃO 1  MARQUE, com um X, a alternativa CORRETA.
A história que você acabou de ler é
A) um poema                       C) uma lenda
B) um conto                         D) uma história em quadrinhos

QUESTÃO 2   EXPLIQUE o significado das palavras/expressões destacadas, de acordo com o texto.
a) “E quando ele chegou pronto para comer a Chapeuzinho Azul e a avó dela, deu de cara com o pai das meninas, que já tinha voltado do trabalho.”

______________________________________________________________
b) “O lobo, que era tão Lobo Mau quanto o outro, mas também tão esperto quanto a Vó Gorda, quando viu a espingarda, deu um tchauzinho de longe e deu no pé.”

_________________________________________________________________
c) “Mas ela deu uma gargalhada e confessou que tinha ficado com fome no caminho efoi beliscando, beliscando, beliscando e, quando chegou, a cesta já estava vazia.”

_____________________________________________________________
d) “Aposto que você adivinhou que essa menina conhecida pelo apelido de Chapeuzinho Azul era irmã daquela outra menina conhecida pelo apelido de Chapeuzinho Vermelho.”

____________________________________________________________

QUESTÃO 3    No Dia das Crianças de mil, seiscentos e me esqueci as irmãs ganharam
A)    bonecas                                    C)  cestas de doces
B)    chapeuzinhos                          D)  chocolates

QUESTÃO 4  No texto, o autor concluiu que as meninas gostaram muito do presente que elas ganharam.
O autor chegou a esta conclusão porque as meninas
A)    agradeceram muitas vezes a pessoa que lhes dera o presente.
B)    deram pulos de alegria, beijaram e abraçaram quem as deu o presente.
C)    esqueceram de ficar bravas porque não tinham ganhado as bonecas que tanto queriam.
D)    usaram o presente logo que ganharam.

QUESTÃO 5   Chapeuzinho Azul e o pai das meninas não ficaram conhecidos na história de Chapeuzinho Vermelho por que

COLOQUE V se as explicações forem verdadeiras e F se forem falsas.

___   A menina enganava as pessoas e ficou de castigo no quarto.
___   O pai tinha falecido e não pode participar das aventuras da filha.
___   Chapeuzinho Azul passou o dia em casa porque estava gripada.
___   O pai da menina trabalhava na cidade que não era perto da casa deles.
QUESTÃO 6  LEIA e COMPARE algumas informações da história contada no texto e a história tradicional de Chapeuzinho Vermelho.
INFORMAÇÕES
Chapeuzinho Azul
Chapeuzinho Vermelho
Quais os personagens que mais participam da história?
Chapeuzinho Azul, Vó Gorda, o pai da menina e o Lobo Mau.
Chapeuzinho Vermelho, sua mãe, uma avó, o caçador e o Lobo Mau.
Quem leva doces para quem?
A avó Iolanda leva doces para Chapeuzinho Azul.
Chapeuzinho Vermelho leva doces para a avó doente.
Quem encontra com o lobo primeiro?
Vó Gorda
Chapeuzinho Vermelho
O que aconteceu com a avó?
Foi para a casa da neta pelo caminho mais curto e não foi atacada pelo lobo.
Foi engolida pelo lobo e depois salva pelo caçador.
O que aconteceu com o lobo?
Quando viu a espingarda, deu no pé.
Foi morto pelo caçador.

CONSULTE a tabela da página anterior e CITE uma semelhança e uma diferença entre as duas histórias comparadas (Chapeuzinho Azul e Chapeuzinho Vermelho)
SEMELHANÇA
DIFERENÇA



QUESTÃO 7  LEIA o trecho.
“Essa outra avó das Chapeuzinhos se chamava Iolanda, mas todo mundo a chamava de Vó Gorda, você pode imaginar por quê, né?!! Ela não se importava com esse apelido...”
MARQUE, com um X, qual era a atitude da avó das Chapeuzinhos que demonstrava que ela não se importava com o apelido de Vó Gorda.
A) fingia que não escutava.
B)  achava graça.
C) criava outros apelidos também.
D) ignorava as pessoas.
QUESTÃO 8  LEIA outro trecho (adaptado).
“No caminho para a casa da netinha, a avó se encontrou com um lobo. (...) E esse Lobo Mau tentou enganar a Vó Gorda (...) e ainda chegou pronto para comer a Chapeuzinho Azul, mas...”

PINTE a alternativa que indica o que impediu o lobo Mau de comer a Chapeuzinho Azul.
o caçador apareceu e atirou no lobo.
a mãe da menina preparou um lanche envenenado e deu a ele.
o pai da menina esperou o lobo com uma espingarda em punho.
o celular dele tocou o lembrando de um compromisso inadiável.

QUESTÃO 9  Segundo o texto, os pais das meninas nunca mais deixaram as duas andarem sozinhas pela floresta porque
A) descobriram que as duas filhas viveram aventuras com lobos.
B) haviam obras que dificultavam o deslocamento por lá.
C) haviam caçadores perigosos circulando na região.
D) achavam que floresta não era lugar de menina brincar.

QUESTÃO 10  “Depois do jantar, as duas irmãs pediram para comer os doces que a Vó Gorda tinha trazido em sua cestinha.”
As meninas não puderam comer os doces da avó porque

A) a avó deu os doces para o Lobo Mau.
B) os doces estragaram.
C) o caçador recebeu a cesta de doces como premiação pelos seus atos.
D) a avó ficou com fome e comeu os doces pelo caminho.



BOA AULA!!!!!

PROPOSTA DE ATIVIDADE 3 PARA AULAS DE REFORÇO ENSINO FUNDAMENTAL II


O tataravô do futebol
            Foram os chineses que inventaram o futebol há cerca de 4.500 anos. Se bem que o que eles jogavam naquele tempo era uma espécie de tataravô do futebol moderno. Nem era considerado um esporte, mas apenas um treinamento para soldados. Os chineses antigos deram ao seu jogo o nome de Kerami. Cada time tinha oito jogadores e as balizas eram feitas com varas de bambu fincadas no chão. O negócio era chutar a bola para além das estacas e marcar pontos. Ninguém queria saber de defender só atacar.
            O futebol continuou por muito tempo como treinamento para soldados. Foi assim na Grécia Antiga e também em Roma. Os jogadores gregos chutavam a bola feita com uma bexiga de boi cheia de areia. Coitados, seus pés deviam ficar doendo muito depois das partidas. Como eram soldados, não deviam ligar muito para isso.
            Foi apenas no século XVII que os ingleses conseguiram tirar o futebol dos militares, transformando-o em esporte. O campo media então 120 metros de largura por 180 de comprimento. Em cada uma de suas extremidades existiam dois postes de madeira chamados goal (a palavra gol vem do inglês goal). A bola já era de couro cheia de ar. Mas era um jogo praticado apenas pelos ricos, os nobres.
            Com o tempo, passou a ser praticado pelos alunos dos colégios internos. E era a maior confusão; cada colégio tinha as suas próprias regras e por isso não dava  para marcar partidas entre eles. O jeito era organizar a coisa. Na cidade de Cambridge, os alunos de várias escolas fizeram uma reunião para estabelecer um código único de regras que servisse para todos. Nascia assim o futebol moderno.
Folha de São Paulo – Folhinha

Marque (X) na resposta correta:                                                             
a) Quando e onde surgiu o futebol?
(   ) Em Roma no ano de 4.500.
(   ) Na China há cerca de 4.500.
(   ) No século XVII, na Inglaterra.
(   ) Em Kerami há cerca de 4.500 anos.

b) Qual era o nome que o jogo recebia e qual sua finalidade?
(   ) Kerami. Era apenas um treinamento para soldados.
(   ) Kerami. Era um jogo praticado apenas pelos ricos, os nobres.
(   ) Kerami. Os chineses que inventaram o futebol
(   ) Nenhuma das alternativas anteriores.

c) Onde e quando ele se tornou um esporte?


d) Quais as inovações que os ingleses acrescentaram ao esporte?


e) Qual o objetivo da criação das regras?



(   ) Para ser considerado um esporte, mas apenas um treinamento para soldados.
(   ) Por ser um jogo praticado apenas pelos ricos, os nobres.
(  ) Cada colégio tinha as suas próprias regras e por isso não dava para marcar          partidas entre eles.
(  ) O negócio era chutar a bola para além das estacas e marcar pontos. Ninguém queria saber de defender só atacar.

f) Numere as frases na ordem em que aparecem no texto:
(   ) A bola era feita com uma bexiga de boi cheia de areia.
(   ) Os alunos fizeram uma reunião para estabelecer um código único.
(   ) O futebol surgiu como um treinamento de soldados.
(   ) Os chineses podem ser considerados os tataravós do futebol.

g) Observe a tirinha abaixo:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2W0pKSqSupQH1R3p4kRN5ienBpXD6PYKqAMte_mZihxaZ22FcGzhyphenhyphengAcbNIsZwRRjz_YrJBwsYImc29XRlUUk9l5MdPx0H_lX4UOT5NH7HNnDGnpeGgBJbjfOn8R8DpEuScDIZFes8WE/s400/imagem+hhhh.bmp
No jogo de futebol, os amigos do Cebolinha correm atrás dele por que:
(   ) eles querem pegar a bola que espetou no cabelo do Cebolinha.
(   ) eles querem brincar de pega-pega.
(   ) eles querem brincar de maratona.
(   ) eles querem brincar com o Cebolinha.

Sublinhe o sujeito das frases:
a) Uma fêmea caiu dos galhos de uma árvore e morreu na hora.
b) O jogador está machucado.
c) O macaco comeu todas as bananas.
d) A professora ensinou sujeito e predicado.
e) A Terra gira em torno do Sol.
f) Os lavradores preparam a terra.

Complete as frases com um sujeito adequado:
a) _____________ caiu do coqueiro.
b) ________________latiu a noite inteira!
c) ________________é uma mãe dedicada.
d) __________________foram ao circo.
e) _________________sabe toda a matéria da prova.

Sublinhe o predicado das frases:
a) As crianças estão abandonadas.
b) O cachorro é amigo do homem.
c) Meus primos estão morando longe da cidade.
d) O sol estava muito forte.
e) Raul gosta muito de sorvete.
f) Rafaela, Manuela e Roberta estão esperando a enfermeira.

Separe o sujeito do predicado:

a) Marcos é um aluno muito educado.
Sujeito __________________________
Predicado _____________________
b) O rei mandou pintar o palácio.
Sujeito _________________________
Predicado _________________________
c) Eduardo comemorou o aniversário na casa da praia.
Sujeito _________________________
Predicado _____________________
d) Nós almoçamos no restaurante.
Sujeito __________________________
Predicado _______________________
e) Meu cachorro está doente.
Sujeito _____________________________
Predicado __________________________
f) O jogo está empatado.
Sujeito _____________________
Predicado _____________________

Complete as frases com um predicado:
a) O goleiro __________________.
b) O computador _____________________.
c) A pobre menina _______________________.
d) A estrada ___________________________.
e) Meu colega __________________________.
f) O animal __________________________.




BOA AULA!!!!!