domingo, 8 de fevereiro de 2015

PROPOSTA DE REDAÇÃO


   1- PROPOSTA DE REDAÇÃO ENSINO MÉDIO: A polícia se excede contra os manifestantes ou cumpre seu papel?
Em janeiro deste ano, no eixo Rio-São Paulo, ocorreram manifestações que mobilizaram grandes grupos de diferentes setores da população. Para começar, os "rolezinhos", promovidos por jovens da periferia, com intuito declarado de se divertir, de ver e ser visto nos shoppings. A seguir, os "rolezões populares", organizados por movimentos sociais, para protestar e fazer reivindicações, também diante dos shoppings. Finalmente, na capital paulista, no aniversário da fundação da cidade, um protesto contra os gastos da Copa, transformou-se numa batalha campal entre Black Blocs e a Polícia Militar, com os atos de vandalismo sendo duramente reprimidos. A polícia já agira nos rolezinhos e rolezões. De acordo com os meios de comunicação, em todos os casos, exagerou na contenção dos manifestantes, atuando de modo violento e inadequado. Qual a sua opinião sobre a ação dos policiais? Eles extrapolaram o exercício de suas funções e se excederam? Ou se viram obrigados a reagir aos vândalos com dureza, recorrendo a violência para manter a ordem pública?
ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:
O preço da civilização
Polícia é fundamental. O primeiro passo para um grupamento humano um pouco mais complexo deixar para trás a barbárie é reservar ao poder público o monopólio do uso legítimo da violência, ou seja, constituir uma polícia.
Para chegar à condição de sociedade civilizada, entretanto, isso ainda não basta. É preciso também ser capaz de controlar essa polícia, já que, excluído o cenário mais catastrófico da guerra de todos contra todos, são as forças do Estado que se tornam um dos principais focos de violência contra os cidadãos.
Em São Paulo, realizamos precariamente o primeiro objetivo, mas só engatinhamos no segundo.
O ano que não vai acabar
O cenário para 2014 é, a um só tempo, maravilhoso e inquietante. Renovadas formas de organização, debate, deliberação e ação emergem nas ágoras improvisadas em escadarias e largos onde a multidão toma a palavra com a coragem de dizer a verdade: do calvário de Amarildo até o trem sempre enguiçado; da tragédia das enchentes até o apartheid dos templos de consumo, agora desafiados pelos "rolezinhos". Os pobres ousam saber e sabem ousar.
O poder responde tornando o apartheid explícito: proibição judicial e truculência policial, e isso logo depois da hipócrita sacralização de Mandela. Mas, como em junho, a repressão só fará o movimento se propagar. Os jovens que circulam pelos shoppings nos dizem que, para sermos livres, precisamos estar e agir juntos na polis. E estar juntos implica que o pressuposto da liberdade seja a igualdade, a igualdade não como aplicação de um critério abstrato de justiça, mas a justiça como constituição da liberdade.
Onda incendiária
A depredação de patrimônio público ou privado, a título de protesto contra os mais variados problemas, tem se transformado numa perigosa e inaceitável rotina no cotidiano nacional.
Se o direito de manifestação e de reunião é assegurado pela Constituição, nem por isso pode ser exercido de maneira irrestrita. Os atos devem ser pacíficos e, como é óbvio e desnecessário dizer, seus participantes não são autorizados a praticar crimes de nenhuma natureza.
Alguns manifestantes, todavia, parecem se esquecer das regras básicas de civilidade. Neste sábado, em São Paulo, um Fusca foi incendiado e terminou destruído. Ainda que o episódio tenha sido acidental, como se afirma, por pouco não resultou em tragédia, já que cinco pessoas estavam no automóvel.
A piromania, porém, não é nova. Propaga-se, na periferia paulistana, uma onda de incêndios de ônibus municipais. Até sexta-feira, 21 veículos haviam sido queimados neste mês. O número equivale ao total de casos registrados no primeiro semestre de 2013.
Observações:
Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas; (LEMBRE-SE DA ESTRUTURA ESTUDADA EM AULA);
Não deixe de dar um título à sua redação.

Elaboração da proposta
Antonio Carlos Oliviera -    Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o tema A polícia se excede contra os manifestantes ou cumpre seu papel?

PROFESSORA MARILENE GOMES

domingo, 1 de fevereiro de 2015

APRESENTAÇÃO VISUAL DA REDAÇÃO

APRESENTAÇÃO VISUAL DA REDAÇÃO
  • O aluno deve preencher corretamente todos os itens do cabeçalho com letra legível.
  • Centralizar o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo.
  • Pular uma linha entre o título e o texto para então iniciar a redação.
  • Fazer parágrafos distando mais ou menos três centímetros da margem e mantê-los alinhados.
  • Não ultrapassar as margens (direita e esquerda) e também não deixar de atingi-las.
  • Evitar rasuras e borrões. O erro deverá ser anulado com um traço apenas.
  • Apresentar letra legível, cursiva ou de forma.
  • Distinguir bem as maiúsculas das minúsculas, especialmente no uso de letra de forma.
  • Não exceda o número de linhas pautadas ou pedidas como limites máximos e mínimos.
  • Escrever apenas com caneta preta ou azul. O rascunho ou esboço das ideias podem ser feitos a lápis e rasurados. O texto não será corrigido em caso de utilização de lápis ou caneta vermelha, verde, etc. na redação definitiva.
Lembretes
  • Antes de começar a escrever, faça um esquema de seu texto, dividindo em parágrafos as ideias que pretende expor. Isso evita repetição ou esquecimento de alguma ideia.
  • Cheque se os pontos de vista que você vai defender não são contraditórios em relação à tese.
  • Não tenha preguiça de refazer seu texto várias vezes. É a melhor maneira de se chegar a um bom resultado.
  • Enquanto escreve, tenha sempre à mão um dicionário para checar a grafia das palavras e descobrir sinônimos para evitar repetições desnecessárias.
  • Escreva o que você pensa sobre o tema dado e não o que você acredita que o corretor do texto gostaria que fosse escrito. Jamais analise os temas propostos movido por emoções exageradas. Nunca se dirija ao leitor.
  • Não escreva sobre o que você não conhece, arriscando-se a incorrer em erros e imprecisões de conteúdo.
  • Não use a 1a pessoa do singular ou plural; use a 3a pessoa do singular ou plural. Abandone de vez expressões como “Na minha opinião”, “Eu acho que”, “Bom, eu...”.
  •  Não empregue palavras cujo significado seja desconhecido para você. Evite utilizar noções vagas, como “liberdade”, “democracia”, “injustiça”, “conscientização” ─ termos que têm um significado tão amplo que chegam a não significar nada.
  • Evite expressões do tipo “belo”, “bom”, “mau”, “incrível”, “péssimo”, “triste”, “pobre”, “rico” ─ são juízos de valor sem carga informativa, imprecisos e subjetivos.
  • Evite o lugar-comum: frases feitas e expressões cristalizadas, como “a pureza das crianças” e “a sabedoria dos velhos”. Há crianças e velhos de todos os tipos.
  • Evite também gírias e a palavra “coisa” (procure o vocabulário adequado a cada idéia). Não use o “etc.”, nem abrevie palavras.
  • Procure não embromar, tentando preencher mais algumas linhas. Cada palavra deve ser fundamental e informativa na redação.
  • Não repita ideias tentando explicá-las melhor. Se você escrever com clareza, uma vez só basta.
  • Cuidado com o uso inadequado de conjunções. Elas podem estabelecer relações que não existem entre as frases e tornar o texto sem nexo.
  • Se formular uma pergunta na tese, responda-a ao longo do texto. Evite interrogações na argumentação e jamais as utilize na conclusão. Para aprofundar seus argumentos, suas afirmações, use exemplos, fatos notórios ou históricos, conhecimentos geográficos, cifras aproximadas e informações adquiridas através de leitura, estudo e aquisições culturais.
  • Respeite os limites indicados: evite escrever demais, pois você corre o risco de entediar o leitor e cometer erros.
  • Evite orações demasiadamente longas e parágrafos de uma só frase.
  • Dê um título coerente ao assunto abordado em seu texto.
  • Releia o texto depois de rascunhá-lo, para observar se você não “fugiu” ao tema proposto.
  • Passe o texto a limpo, procurando aprimorar o vocabulário.

                                                                                                                                      PROFESSORA MARILENE GOMES. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

CONCEITOS: FICHAMENTO, RESUMO E RESENHA



RESUMO
Resumo é uma exposição abreviada de um acontecimento. Fazer um resumo significa apresentar o conteúdo de forma sintética, destacando as informações essenciais do conteúdo de um livro, artigo, argumento de filme, peça teatral, etc.
A elaboração de um resumo exige análise e interpretação do conteúdo para que sejam transmitidas as ideias mais importantes.
O resumo é um exercício escolar cobrado frequentemente pelos professores. Escrever um texto em poucas linhas ajuda o aluno a desenvolver a sua capacidade de síntese, objetividade e clareza: três fatores que serão muito importantes ao longo da vida escolar. Além de ser um ótimo instrumento de estudo da matéria para fazer um teste.
Resumo é sinônimo de "recapitulação", quando, ao final de cada capítulo de um livro é apresentado um breve texto com as ideias chave do assunto introduzido. Outros sinônimos de resumo são: sinopse, sumário, síntese, epítome e compêndio.
O resumo dos capítulos de uma novela é um recurso muito utilizado pelos canais de televisão, revistas ou sites específicos para apresentação diária de uma sequência dos principais acontecimentos em determinado capítulo.

Estrutura essencial do resumo
1-      As partes essenciais do texto.
2-      A progressão em que elas aparecem no texto.
3-      A correlação entre cada uma das partes.
Se o tipo de texto que estamos resumindo for do tipo narrativo, devemos prestar atenção aos elementos de causa e sequências de tempo; se for descritivo, nos aspectos visuais e especiais; caso o texto for dissertativo, é bom cuidar da organização e da construção das ideias.

RESENHA
Resenha é uma abordagem para a construção de relações entre as propriedades de um determinado objeto, analisando-o, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. Resenha também é um texto que serve para apresentar outro, que seja desconhecido do leitor.
No jornalismo, resenha é utilizada como forma de prestação de serviço, é um texto de origem opinativa que reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o que está sendo analisado. O objeto da resenha pode ser de qualquer natureza: um filme, livro, álbum, peça de teatro ou até mesmo um jogo de futebol, e pode ser uma resenha descritiva ou crítica. Para apresentar uma resenha é importante dar uma ideia resumida dos assuntos tratados, apresentar o maior número de informações sobre o trabalho, para dar ao leitor os requisitos mínimos para que ele se oriente.
Existe também a resenha científica, trabalho acadêmico ou resenha acadêmica, que são resenhas elaboradas e ensinadas na universidade. Esse tipo de resenha apresenta uma síntese e uma crítica sobre um trabalho científico, e pode ser elaborada com base em leitura motivada por interesse próprio ou sobre demanda.
Resenha de livros é uma forma de crítica literária, em que um livro é analisado com base no conteúdo, estilo e mérito. Muitas vezes, a resenha é realizada em periódicos, como escola, trabalho ou online, essa revisão contém avaliações do livro com base no gosto pessoal.

Tipos de Resenha
As resenhas apresentam algumas divisões. As mais conhecidas delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.
Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
1 .Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
2. Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
3. Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
4. Descreva o conteúdo: aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
5. Analise de forma crítica: nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
6. Recomende a obra: você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.

Fichamento é uma forma organizada de registrar as informações obtidas na leitura de um texto. É a elaboração de fichas de leitura com o intuito de registrar informações sobre livros e artigos. Existe material próprio para as fichas, que também podem ser feitas no computador. 

PODE SER UTILIZADO PARA:
Identificar as obras.
Conhecer seu conteúdo.
Fazer citações.
Analisar o material.
Elaborar a crítica.
Auxiliar e embasar a produção de textos.

CLASSIFICAÇÃO DE FICHAMENTO:
Fichamento textual
Fichamento temático
Fichamento bibliográfico

FICHAMENTO TEXTUAL: é o que capta a estrutura do texto, percorrendo a sequência do pensamento do autor e destacando: ideias principais e secundárias; argumentos, justificações, exemplos, fatos etc., ligados às ideias principais. Traz, de forma racionalmente visualizável - em itens e de preferência incluindo esquemas, diagramas ou quadro sinóptico - uma espécie de “radiografia” do texto.

FICHAMENTO TEMÁTICO : reúne elementos relevantes (conceitos, fatos, ideias, informações) do conteúdo de um tema ou de uma área de estudo, com título e subtítulos destacados. Consiste na transcrição de trechos de texto estudado ou no seu resumo, ou, ainda, no registro de ideias, segundo a visão do leitor. As transcrições literais devem vir entre aspas e com indicação completa da fonte (autor, título da obra, cidade, editora, data, página). As que contêm apenas uma síntese das ideias dispensam as aspas, mas exigem a indicação completa da fonte. As que trazem simplesmente ideias pessoais não exigem qualquer indicação.

FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO : consiste em resenha ou comentário que dê ideia do que trata a obra, sempre com indicação completa da fonte. Pode ser feito também a respeito de artigos ou capítulos isolados, a arquivado segundo o tema ou a área de estudo. O Fichamento bibliográfico completa a documentação textual e temática e representa um importante auxiliar do trabalho de estudantes e professores.

PARA QUE SERVE UM FICHAMENTO?
Para apresentar anotações que sirvam como material organizado para consulta. O fichamento é fonte para estudos posteriores. 

TIPOS DE FICHAMENTO
1. Bibliográfico
2. Conteúdo
3. Citações

ESTRUTURA DO FICHAMENTO
1. Cabeçalho
2. Assunto
3. Referência:
4. Autoria, título, local de publicação, editora e ano da publicação
5.Corpo

FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO
É a descrição, com comentários dos tópicos abordados em uma obra inteira ou parte dela.
 http://monografias.brasilescola.com/regras-abnt/tipos-trabalhos-academicos-fichamento
TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil . São Paulo: Editora Brasiliense, 1993. A obra insere-se no campo da história e da antropologia social. A autora utiliza-se de fontes secundárias colhidas por meio de livros, revistas e depoimentos. A abordagem é descritiva e analítica. Aborda os aspectos históricos da condição feminina no Brasil a partir do ano de 1500. A autora descreve em linhas gerais todo o processo de lutas e conquistas da mulher.

FICHAMENTO DE CONTEÚDO
É uma síntese das principais ideias contidas na obra. O aluno elabora com suas próprias palavras a interpretação do que foi dito. http://monografias.brasilescola.com/regras-abnt/tipos-trabalhos-academicos-fichamento Educação da mulher: a perpetuação da injustiça (pp. 30 – 132). Segundo capítulo. TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil . São Paulo: Editora Brasiliense, 1993. O trabalho da autora baseia-se em análise de textos e na própria vivência nos movimentos feministas, como relato de uma prática. A autora divide seu texto em fases históricas compreendidas entre Brasil Colônia (1500 – 1822), até os anos de 1975 em que foi considerado o Ano Internacional da Mulher. A autora trabalha ainda assuntos como mulheres da periferia de São Paulo, a luta por creches, violência, participação em greves, saúde e sexualidade.

FICHAMENTO DE CITAÇÕES TRANSCRIÇÃO TEXTUAL
Reprodução fiel das frases que se pretende usar na redação do trabalho. http://monografias.brasilescola.com/regras-abnt/tipos-trabalhos-academicos-fichamento Educação da mulher: a perpetuação da injustiça (pp. 30 – 132). Segundo capítulo. TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil . São Paulo: brasiliense, 1993. “ uma das primeiras feministas do Brasil, Nísia Floresta Augusta, defendeu a abolição da escravatura, ao lado de propostas como educação e a emancipação da mulher e a instauração da República” (p.30) “na justiça brasileira, é comum os assassinos de mulheres serem absolvidos sob a defesa de honra” (p. 132) “a mulher buscou com todas forças sua conquista no mundo totalmente masculino” (p.43)

 FICHA BIBLIOGRÁFICA POR AUTOR
Exemplo:
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 214 p.
Local: Biblioteca Fortium 

FICHA BIBLIOGRÁFICA POR ASSUNTO
“Esse tipo de fichamento é mais fácil de trabalhar. As instruções indicadas no item anterior repetem-se aqui, sendo que desta vez o assunto deve estar encabeçando a ficha (na chamada)” (MOTA apud CRUZ; RIBEIRO, 2004, p.92).
Conhecimento científico
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS,E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 214 p.
Local: Biblioteca Fortium

FICHA DE TRANSCRIÇÃO (OU DE CITAÇÃO)
“Este tipo de fichamento serve para que o pesquisador selecione as passagens que achar mais interessantes no decorrer da obra. É necessário que seja reproduzido fielmente o texto do autor (cópia literal). Após a transcrição, indica-se a referência bibliográfica cabível, ou então encabeça-se a ficha com a referência bibliográfica completa da obra e após a(s) citação(ões), coloca(m)-se o(s) número(s) da(s) página(s) de origem. Se o trecho for citado entre aspas duplas e no seu curso houver uma palavra ou expressão com aspas, estas deverão aparecer sob a forma de aspas simples (’)” (MOTA apud CRUZ; RIBEIRO, 2004, p.92).
Se houver erros de grafia ou gramaticais, copia-se como está no original e escreve-se entre parênteses (sic).
A supressão de palavras é indicada com três pontos entre parênteses [...].
Supressão de um ou mais parágrafos intermediários é indicado por uma linha pontilhada.
Título: Metodologia Científica
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 
“O conhecimento popular e o científico possui objetivo comum, mas o que os diferencia é a forma, o modo e os instrumentos do ‘conhecer’. Uma das diferenças é quanto à condição ou possibilidade de se comprovar o conhecimento que se adquire no trato direto com as coisas e o ser humano”. (1995, p.10).
Local: Biblioteca Fortium

FICHA DE RESUMO OU COMENTÁRIO
Você pode utilizar esse tipo de ficha para expor, abreviadamente, as principais ideias do autor ou também para sintetizar as ideias principais de um texto ou de uma aula. A ficha de resumo deve ser breve e redigida com as próprias palavras, não precisando obedecer a estrutura da obra .
Título: Metodologia Científica
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
Subtítulo: Conhecimento científico
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.

 O conhecimento científico se caracteriza pela possibilidade de se comprovar os dados obtidos nas investigações acerca dos objetos. (p. 10).

Ideação: Após a leitura da obra em referência chega-se ao posicionamento... 
Observação: falar de algum apêndice, gráfico, tabela, que são importantes e que compõem a obra. 
Local: Biblioteca Fortium

FICHA DE DOCUMENTAÇÃO GERAL
A função dessas fichas consiste em coletar e guardar materiais úteis, retirados de fontes perecíveis como: artigos de jornais, revistas, textos, roteiros de seminários, trabalhos didáticos, etc
Título
Título
Texto colado
Fonte/data/página
Local:

FICHA DE VOCABULÁRIO TÉCNO-LINGÜÍSTICO
É uma espécie de glossário que guarda os conceitos e categorias específicos de cada área do saber ou disciplina. Servem para esclarecer os conceitos fundamentais de cada tema estudado.
Exemplo:
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
 Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS,E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 
Ciência=.....................
Conhecimento=........................
Dados=............................
Informações=........................
Local: Biblioteca Fortium

ATIVIDADES
Elabore uma ficha:
bibliográfica por autor
bibliográfica por assunto
de transcrição (ou de citação)
de resumo ou comentário
de vocabulário técno-linguístico
de documentação geral

REFERÊNCIA:
CRUZ, Carla; RIBIEIRO, Uirá. Metodologia Científica: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2004.

Dicas de como fazer um FICHAMENTO DE TEXTO
O fichamento é um registro dos estudos de um livro ou texto, esse registro é feito em fichas e estas têm critérios para serem elaboradas. O fichamento facilita a execução dos trabalhos acadêmicos e a assimilação dos conteúdos estudados. Nosso objetivo é dar um exemplo de texto com parte de seu conteúdo fichado, e a outra parte para que o aluno exercite, sem a pretensão do rigor acadêmico que exige um fichamento. É mesmo um exercício de como facilitar o estudo e a fixação do conteúdo de textos. Existe alguns critérios básicos para fazer um fichamento, não dá para burlar estes passos, sem eles não há fichamento, seguiríamos fazendo um resumo, e não é este o objetivo.
Primeiro passo:
Fazer uma leitura de todo o texto, ou do capítulo do livro, para somente se inteirar do assunto tratado. Neste momento pode-se anotar algum vocabulário não conhecido para posterior busca de sentido no dicionário. (leitura panorâmica)
Segundo passo:
Fazer uma segunda leitura, agora mais criteriosa e para isso divida o texto em partes, de um subtítulo a outro por exemplo, e a cada parágrafo vá grifando a ideia central do texto, conectando-a com a ideia de outro parágrafo e assim por diante. Algumas vezes é necessário voltar a ler o parágrafo mais de uma vez. Observe as chamadas palavras chaves, porque abrem possibilidades de ideias no texto, elas são importantes para um bom entendimento do conteúdo.
Terceiro passo:
Terminado a grifagem do texto, transcreva-o tal e qual como está no livro, releia-o e verifique a ordem e a lógica fiel ao conteúdo abordado. Esta é uma maneira de se fazer um fichamento. Quando precisar ler o texto ou o livro novamente, ficará mais rápido de recordar os dados pela releitura do fichamento do mesmo.



domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Lixo - Luis Fernando Veríssimo

Gosto muito de Luis Fernando Veríssimo, como escritor, humorista e leio as sua crônicas sempre a sorrir, senão a gargalhar. Costumava acompanhá-las no Expresso e tenho alguns livros que reunem diversas crónicas e histórias que satirizam o quotidiano. Julgo que o humor é uma forma sublime de entendimento.



«O Lixo -
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.- No seu lixo ou no meu?»


In: http://portalliteral.terra.com.br/verissimo/porelemesmo/porelemesmo_lixo.shtml?porelemesmo